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| Policial Civil D'Ellecon e o assassino do SD PM Raelson |
Edvaldo Pereira Mendes Filho, 31 anos, assassino do policial militar Raelson Ferreira, foi capturado na última quarta-feira no município de Peri-Mirim, estado do Maranhão, em seguida conduzido para Paragominas, região nordeste do Pará.
Edvaldo, conhecido por “Dida”, assassino de Raelson Ferreira, 24 anos, lotado no 19º Batalhão de Polícia Militar de Paragominas, foi preso pela Polícia Militar do Maranhão, no último dia 11. De acordo com informações da delegada Laura Amélia, Superintendente da Delegacia Regional de Pinheiro (MA), ele já havia sido preso pela polícia da cidade de Peri-Mirim, mas fugiu.
Após receber denúncia de que “Dida” estaria em uma residência no povoado Mangueiral, policiais militares foram até o local e capturaram o acusado. Após a prisão naquele povoado, imediatamente “Dida” foi conduzido para cidade pólo de Pinheiro para evitar uma nova fuga. Logo, a prisão foi comunicada para a Superintedência Regional da Zona Guajarina (SRZG). Os investigadores Marilleno Alcântara, chefe de operações, juntamente com D'Ellecon Oliveira e Jorge Alberto, foram até aquele município fazer a transferência para Paragominas.
Em depoimento, “Dida” disse que a primeira fuga teria sido facilitada após pagamento a um policial militar de Peri-Mirim. O valor acertado seria de R$ 1 mil. Ele ressalta ainda que, para ficar livre das grades, o PM pedia mais dinheiro, que ele não teria pago, o que motivou sua prisão novamente.
O assassino ficou apenas um dia na prisão maranhense. Ele foi conduzido imediatamente para Paragominas, região nordeste do Pará. Ele chegou na última quarta-feira, por volta 22h, acompanhado pelos investigadores da 13ª Seccional. Foi entregue ao delegado José Ricardo de Oliveira, Superintendente Regional da Zona Guajarina, para verificar sua integridade física. Em seguida, ouvido pelo delegado Carlos Magalhães Gomes, diretor em exercício da 13ª Seccional. E encaminhado para o Hospital Municipal de Paragominas para exames de corpo delito.
Após conhecer o perfil profissional do militar, o assassino teria ficado arrependido pelo crime que ele mesmo cometeu.
“Emagreci mais de oito quilos, não consegui dormir mais. Vida de um assassino é muito ruim, até minha família se afastou de mim”, disse “Dida”.
O CRIME
Em uma festa de aparelhagem no bairro Cidade Nova, o soldado Raelson Ferreira de Moraes teve um desentendimento com Edivaldo Pereira Mendes Filho. Eles chegaram a se agredir fisicamente e o soldado da PM acabou acertando uma coronhada na cabeça de “Dida”.
Após a briga, tanto o PM quanto “Dida”, além de “Dimael”, primo de “Dida”, foram retirados da festa pela segurança, pelo fato de estarem criando tumulto em meio à multidão. Raelson continuou ingerindo bebida alcoólica em uma loja de conveniência ao lado de fora da festa, na praça do “Ginásio”, acompanhado de amigos.
Segundo testemunhas que estavam no local, “Dida”, que estava acompanhado por sua irmã e um primo, estava bastante alterado e queria se vingar da coronhada. “Dimael”, seu primo, estava do lado de fora, e tinha em seu poder uma arma de fogo.
Ele passou a arma para “Dida”, que foi até o PM, apontou o revólver para o policial e começou a realizar disparos. Após ser atingido, Raelson imediatamente caiu no chão se contorcendo. O criminoso chegou a pegar a arma do PM e, com ela, efetuou vários disparos contra ele.
Após o crime, “Dida”, acompanhado por seu primo “Dimael”, pegou um táxi e foi para sua casa, no bairro Promissão III. A Polícia Civil continua investigando a participação do taxista no crime. Através de câmeras de monitoramentos do 19º Batalhão de Polícia Militar, no vídeo que mostra toda cena do crime, a multidão presente assiste ao assassinato, inclusive o taxista, que leva os passageiros tranquilamente.
Após uns minutos, uma viatura foi até o local do crime, na tentativa de socorrer o soldado e capturar os assassinos. Raelson já estava quase morto. A caminho do Pronto Socorro Municipal de Paragominas, ele não resistiu e morreu.
MANDADO
A juíza – naquela época – Haila Haase, da 3ª Vara Penal de Paragominas, expediu mandado de prisão preventiva contra o acusado no dia 30 de junho. A delegada Laura Amélia informou a prisão à juíza titular da 3ª Vara Penal, da Comarca de Paragominas, Sherida Karla Pacheco.
Ele foi autuado por crime de latrocínio, roubo seguido de morte. A arma do crime não foi encontrada com assassino. A Polícia Civil de Paragominas agora trabalha para a captura de “Dimael”. (Da Sucursal do DIÁRIO em Paragominas)

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