Dos 865 internos beneficiados com a saída temporária do Dia dos Pais, 731 retornaram às respectivas unidades penais da capital e do interior no prazo estabelecido. Os demais 134 detentos, equivalente a 15% do total, não voltaram para as unidades às quais estavam recolhidos. Eles já são considerados foragidos. As informações são da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará.
Neste caso, informa a Susipe, eles cometeram falta grave, passivas de regressão de regime de pena. Para esses internos será feita a representação, pela unidade penal, ao juízo da execução penal solicitando a regressão da pena. A relação com os nomes desses presos será encaminhada à Polícia Civil, para que esta realize as investigações para tentar capturá-los.
No Dia das Mães, este ano, e das casas penais da Região Metropolitana de Belém, saíram 344 presos. Desses, 46 não retornaram. Das unidades do interior do Estado, 438 saíram e 59 evadiram-se. No total, saíram 782 e 105 (13,4%) não voltaram para suas respectivas casas penais. Na Páscoa, e nas unidades da RMB, 311 foram beneficiados com saída temporária, mas 39 não voltaram. No interior do Estado, dos 373 que saíram, 36 aproveitaram a liberdade e fugiram. No total, 684 saíram e 75 (10,96%) não voltaram.
Eletrônica - É exatamente para também coibir essa prática - o não retorno dos internos - que a Susipe pretende implantar, a partir de setembro, e com a devida autorização da Justiça, um modelo experimental de vigilância eletrônica, o que será feito por meio de pulseiras ou tornozeleiras. A princípio, a medida beneficiará os 51 presos que estão na Casa do Albergado, cumprindo pena em regime semiaberto. Esses internos trabalham durante o dia e retornam para aquela unidade à noite.
Titular da Susipe, o delegado Justiniano Alves Júnior disse que, agora em agosto, vai formalizar, ao juízo da Vara de Execuções Penais, o pedido para a implementação desse novo sistema, o que também será feito em parceria com o Ministério Público do Estado. No regime semiaberto - outra condição para ser beneficiado pela vigilância eletrônica - há 559 internos. A ideia da Susipe é, nesse primeiro momento, implantar o sistema na Casa do Albergado, o que permitirá uma redução considerável de despesas, diz o delegado Justiniano.
E, ao longo do ano que vem, estender essa medida aos detentos em regime semiaberto. O superintendente Justiniano Alves Júnior afirma que, atualmente, o Estado gasta quase R$ 50 mil mensais para manter a Casa do Albergado. Só com funcionários dessa unidade da Susipe, o gasto é de R$ 33 mil. Cada aparelho de monitoramento custa R$ 600,00. Para ser uma ideia, atualmente um preso no regime fechado gera, em média, uma despesa de até R$ 2,5 mil para o Estado. Assim, com a vigilância eletrônica, o governo terá uma redução significativa nos custos com alimentação, dormitório e cuidados gerais com esses detentos. 'Vai baratear muito para o Estado e vai ser muito mais eficiente', diz o titular da Susipe.
Justiniano afirma que, na Casa do Albergado, os presos saem durante o dia, para trabalhar, e retornam à noite. Mas, aí, reside um problema. Não há funcionário suficiente para fiscalizar se, de fato, eles estão trabalhando honestamente. 'Eles saem durante o dia. E eu não sei o que eles fazem (quando estão fora da casa)', diz.
Fonte: O Liberal


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