Uma adolescente de 13 anos apresentou documentos falsos para visitar um presidiário de 21 anos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Estado do Pará. A menor de idade fazia visitas íntimas ao preso, mas a situação foi denunciada por ligação anônima, feita para o Conselho Tutelar de Altamira, que conseguiu descobrir a trama.
Segundo informações obtidas pelo Portal ORM, a jovem forjou documentos para ter acesso ao presídio. A Superintendência do Sistema Penal (Susipe) informou que determinou a abertura de procedimento administrativo disciplinar para apurar o fato.
A menor de idade registrou um boletim de ocorrência policial, informando que seus documentos tinham sido roubados. Para isso, ela usou o nome de outra pessoa. Em seguida, conseguiu a documentação de uma amiga (de 19 anos) e foi até o Centro de Recuperação de Altarmira, apresentando os documentos da amiga. Entretanto, para visitar o detento, ela precisaria ainda provar que vivia maritalmente com o mesmo. Após receber uma declaração de convivência fornecida pelo setor social da penitenciária, ela foi até o cartório do 3º ofício do município e conseguiu reconhecer duas assinaturas, na tentativa de provar que vivia maritalmente com o preso. Uma das assinaturas era da tia do detento.
A situação foi descoberta no dia 13 deste mês. Segundo informações do Conselho Tutelar, a pessoa que ligou anonimamente para o CT disse que, naquele momento, tinha uma adolescente no presídio realizando uma visita íntima a um detento. "Naquele momento eu e outro conselheiro nos dirigimos ao local e, no caminho encontramos uma adolescente. Eu senti que era ela, mas continuamos até o presídio", conta a conselheira Lucinha Lima, que acompanha o caso. Ao chegar ao Centro de Recuperação, a conselheira pediu o livro de registro da portaria, identificando então o nome do preso e da visitante.
A conselheira solicitou então que as visitas íntimas para o referido presidiário fossem suspensas temporariamente, pois havia a suspeita de que uma adolescente teria entrado na cela. Segundo as primeiras informações, a menor de idade teria passado duas horas e quarenta minutos em uma cela do presídio com o detento, que tem 21 anos.
A conselheira relatou que enviou um oficio à direção daquela casa penal pedindo informações sobre o caso. O diretor do presídio, capitão Silvio Rogério, enviou para o Conselho cópias da certidão de nascimento, RG e declaração de convivência, documentos apresentados pela jovem no Centro de Recuperação.
Como os documentos eram de outra pessoa, conselheiros conseguiram localizar a pessoa em questão e descobriram tratar-se de uma amiga da menor de idade. "Fomos à casa dessa pessoa que forneceu os documentos e constatamos que ela se tratava de uma amiga da adolescente. Inicialmente, a amiga confessou que emprestou os documentos, mas depois disse que negaria o fato à polícia, diria que foi roubada", disse Lucinha.
Os conselheiros também foram até a casa da menor de idade. Ela confirmou que esteve no presídio. A mãe da garota, no entanto, disse que estava surpresa com o fato e que não tinha conhecimento do relacionamento da filha com o detento. A adolescente já tem um filho de um ano de idade, fruto de um relacionamento com outro adolescente.
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