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| A implementação do Plano Estadual de Saúde do Homem começa pelos municípios de Belém, Ananindeua, Castanhal e Santarém |
Agência Pará
Da Redação
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Para a escolha dos primeiros municípios, foram considerados alguns critérios: adesão ao Pacto pela Saúde, ter população acima de 100 mil habitantes, conforme dados do IBGE, ter cobertura acima de 50% na Estratégia Saúde da Família (ESF), dispor de serviço de média e alta complexidade e cumprir ações estratégicas dos eixos temáticos determinados pelo Plano de Ação Nacional.
Os municípios receberão um incentivo anual de R$ 75 mil para ajudar na implantação do Plano e desenvolvimento das ações, principalmente de sensibilização, educação e comunicação. Para ter acesso, os homens deverão se dirigir às Unidades Básicas de Saúde e às Equipes de Saúde da Família, que são a porta de entrada do SUS.
Seguindo metas nacionais, o Plano Estadual é para promover a melhoria das condições de saúde da população masculina paraense, especialmente na faixa etária de 20 a 59 anos, contribuindo para a redução da morbimortalidade desse segmento populacional. A ideia é enfrentar os fatores de risco e facilitar o acesso às ações e aos serviços de assistência integral à saúde disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para isso, o Plano trabalha com seis eixos: 1-implantar a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem no Estado do Pará; 2-Promoção de Saúde; 3-Informação e Comunicação; 4-Participação, Relações Institucionais e Controle Social; 5-Implantação e Expansão do Sistema de Atenção à Saúde do Homem e 6-Qualificação de Profissionais de Saúde.
O coordenador estadual de Saúde do Homem, Roberto Tamargo, informa que o Plano Estadual traz várias propostas e metas, mas ainda está aberto para receber sugestões. "Também serão envolvidos no trabalho as sociedades científicas, sociedade civil organizada, pesquisadores, acadêmicos e agências de cooperação internacional", explicou.
Num primeiro momento, Tamargo apresentou um perfil da população masculina no estado e um diagnóstico da situação de saúde, incluindo as doenças que mais acometem os homens e os principais fatores de risco. Indicadores do Ministério da Saúde mostram que homens entre 20 e 59 anos representam 41,3% da população masculina do Brasil.
No Pará eles somam 1.920.430 homens nessa faixa etária. O levantamento ainda aponta que de cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens, que em média, vivem sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e hipertensão.
Conforme os dados, em 2006, no Pará, dos óbitos registrados na população masculina de 20 a 59 anos, 11,4% tiveram como causa tumores, 15,51%, as doenças do coração, 6,21 as doenças respiratórias e 40,6% causas externas, sendo a de maior incidência o homicídio com 65,4% dos óbitos seguido do acidente de trânsito com 19,2%.
Tamargo também informou que a prevalência de fumantes entre a população masculina é de 22,2% contra 11,3% na feminina. E quanto ao álcool, em Belém, por exemplo, 11,2% dos homens a partir dos 15 anos de idade consomem bebida alcoólica contra 3,9% das mulheres.
Outro dado importante refere-se ao câncer de próstata, que tem acometido principalmente homens a partir dos 60 anos de idade, daí a importância de haver ações preventivas na faixa de 20 a 59, para evitar a doença na velhice.
Ascom - Sespa

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