sábado, 8 de janeiro de 2011


Irmãos são presos acusados de enterrar o próprio pai vivo em Timon, no Maranhão

Timon -

A polícia chegou até os rapazes na última quinta-feira após o irmão da vítima, José Lopes, perceber o desaparecimento de Antônio. De acordo com o investigador de polícia Hedilberto Régis, foi o tio dos irmãos que indicou a localização dos jovens. "Ele (José) procurou a polícia após suspeitar dos jovens", disse. Os acusados foram encontrados em casa após a investigação da polícia.

O crime -

De acordo com o investigador de polícia, os dois irmãos teriam atraído Antônio até o terreiro, onde ele teria passado mal, desmaiado e teria sido jogado na cova. "Eles (Kleiton e Alexandre) disseram que viram o pai (Antônio) ficar ‘roxo’ enquanto ele passava mal e não fizeram nada", falou Régis.
João André alegou à polícia não ter participado da morte de Antonio. Disse ter apenas cavado o buraco e que não sabia para qual finalidade.

Achado -

Os irmãos disseram à polícia que o motivo do crime seria porque ambos eram homossexuais assumidos e o pai não aceitava a opção sexual dos rapazes. Além disso, o pai teria agredido a mãe dos acusados, Maria da Conceição Sousa. Porém, familiares da vítima disseram à polícia que o motivo do crime seria outro. Os irmãos estariam brigando pelos bens do pai, que seriam um terreno, o terreiro de umbanda e uma casa.

Ritual de umbanda -

Kléiton, Alexandre e João André foram presos em cumprimento de um mandato de prisão temporária. Os três responderam a acusação pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Tanto os acusados como os familiares negaram que a morte de Antônio teria sido fruto de algum tipo de ritual de umbanda. As investigações para elucidar o crime vão ser realizadas pelo delegado Ricardo Freire.O corpo de Antônio foi encontrado já em estado de putrefação enterrado num buraco dentro de um quarto no terreiro de umbanda da família, no bairro Parque Piauí, em Timon.

De acordo com o médico legista, foi encontrada areia dentro da traqueia da vítima, o que indica morte por asfixia, ou seja, Antônio ainda estava vivo quando foi enterrado. Segundo o investigador Régis, os irmãos Kleiton e Alexandre teriam confessado o crime em depoimento ao delegado Ricardo Freire, mas João André negou participação no fato. De acordo com Régis, o crime teria sido premeditado, pois no último dia 24 de dezembro, os acusados teriam cavado uma cova em um quarto no terreiro de umbanda de Antônio.

No dia 29 de dezembro, Kleiton e Alexandre teriam misturado cerca de 20 cápsulas do remédio Diazepam (medicamento controlado tarja preta) a um suco e dado ao pai. Antônio tomava medicação controlada porque sofria de problemas mentais.Um crime bárbaro chocou a cidade de Timon. Segundo o delegado Ricardo Freire, da Delegacia de Homicídios da cidade, os irmãos Kleiton Sousa Lopes, de 21 anos, e Alexandre Sousa Lopes, de 18 anos, com ajuda de um amigo, identificado como João André, teriam drogado e enterrado o próprio pai, o pai de santo Antônio Carlos Lopes, de 53 anos, em um terreiro de umbanda, no dia 29 de dezembro de 2010.

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